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Prefeito e Vice de Serra do Ramalho Vítimas de Perseguição Política, Alegam Defensores



A recente decisão judicial que cassou os mandatos do prefeito Eli Carlos dos Anjos Santos (Lica) e de seu vice em Serra do Ramalho tem gerado fortes questionamentos sobre a imparcialidade e a proporcionalidade do processo. Os apoiadores da gestão municipal apontam para uma alegada perseguição política, argumentando que a agilidade e a severidade da condenação contrastam com o tratamento dispensado a outros gestores da região.

O ponto mais sensível para os apoiadores de Lica reside no aparente descompasso com a situação de outros municípios vizinhos. Relatos indicam que prefeitos de esquerda, que enfrentaram denúncias de irregularidades semelhantes ou até mais graves, tiveram seus processos judicializados de forma significativamente mais lenta e, em muitos casos, sem a drástica consequência da cassação e inelegibilidade. Essa disparidade de tratamento, segundo os críticos da decisão, sugere um possível viés ideológico na aplicação da Justiça Eleitoral, com o objetivo de enfraquecer a representação política de um determinado espectro político na região.

A decisão política envolvendo o prefeito de Serra do Ramalho levanta suspeitas, especialmente quando comparada à lentidão de processos em municípios alinhados ao governo estadual. Um exemplo citado é o caso de Riachão das Neves, onde o ex-prefeito Miguel e seu potencial sucessor Johnny tiveram seus mandatos cassados em período eleitoral por empregarem cerca de 10% da população local em menos de um ano. Curiosamente, o ex-gestor Miguel Chrisóstomo já foi inocentado e está livre para disputar novas eleições. Para os apoiadores de Lica, a celeridade em seu caso configuraria uma perseguição política orquestrada pela base governista, com o intuito de denegrir sua imagem perante a opinião pública. Essa estratégia seria motivada pelo fato de Lica ser um dos políticos mais populares da região, mesmo estando em oposição ao Governo do Estado.

A decisão do juiz Moisés Argones Martins, da 71ª Zona Eleitoral, de cassar os mandatos e decretar a inelegibilidade, embora fundamentada em aspectos legais, abre margem para a interpretação de que a gestão de Serra do Ramalho estaria recebendo um tratamento desproporcional em relação a outras administrações locais.

O analista político Roberval Braga reforça essa linha de raciocínio. Ele observa que a decisão da Justiça Eleitoral em relação a Lica levanta dúvidas sobre a imparcialidade do processo. Braga destaca que Lica foi um dos poucos prefeitos que não recebeu o atual governador durante suas raras visitas à cidade, o que poderia indicar uma relação tensa entre ambos. Ademais, a rivalidade política entre Lica e Eures Ribeiro, um adversário declarado, pode ter influenciado a percepção pública e a dinâmica das acusações. Braga sugere que a decisão pode não ser meramente uma questão de legalidade, mas também um reflexo de disputas políticas locais.

Atualmente, o prefeito Lica e seu vice aguardam os trâmites legais para apresentar seus recursos. Eles expressam confiança de que a verdade prevalecerá e que a decisão será revista, demonstrando que não houve abuso de poder, mas sim uma gestão pública que estaria sendo penalizada por sua orientação política.

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