A ausência de almoço para estudantes do Colégio Estadual de Tempo Integral de
Correntina (CETIC), registrada na última terça-feira (31 de março), gerou questionamentos
sobre a capacidade do Estado em garantir alimentação adequada para alunos da rede
pública, especialmente em unidades que funcionam em regime integral.
A escola, que depende diretamente da oferta regular de refeições para manter a jornada
ampliada, teve o fornecimento interrompido ao longo do dia, impactando estudantes que
permanecem na unidade durante todo o período letivo.
Após a situação, relatos de alunos e pessoas ligadas à comunidade escolar passaram a
circular, apontando que o problema não seria isolado. Segundo essas manifestações,
também há queixas relacionadas à estrutura da unidade, incluindo dificuldades no
abastecimento de água, funcionamento incompleto do prédio e condições consideradas
inadequadas para o dia a dia dos estudantes.
Em mensagens compartilhadas com a reportagem, alunos relatam que a unidade teria
iniciado funcionamento antes da conclusão total da estrutura, além de mencionarem
insatisfação com a qualidade da alimentação e outros aspectos do ambiente escolar. As
informações, no entanto, não foram formalmente confirmadas por órgãos oficiais até o momento.
Também há relatos de desconforto com o tratamento recebido por parte de funcionários e
críticas à condução interna da escola, embora essas alegações não tenham sido
acompanhadas de registros formais ou posicionamento público da direção.
O caso reacende um debate recorrente sobre a execução de políticas de alimentação
escolar e estrutura física em unidades do interior, onde a implementação de programas em
tempo integral exige planejamento contínuo, logística eficiente e acompanhamento rigoroso.
Até o momento, não houve esclarecimento público detalhado por parte do Governo do
Estado ou da direção da unidade sobre os motivos que levaram à ausência de alimentação
no dia citado, nem sobre os demais pontos levantados pela comunidade escolar.
O espaço segue aberto para manifestação da Secretaria da Educação do Estado da Bahia e da direção do CETIC.





