O Ministério Público Eleitoral requisitou abertura de inquérito pela Polícia Federal para investigar publicações contra o candidato.
Segundo a manifestação do MP Eleitoral, a autointitulada influencer política Mônica Patrícia teria publicado conteúdos que classificavam Geremias como “agressor de mulheres”, além de associá-lo a outras acusações de supostos “crimes graves”, como racismo.
O caso ganhou peso porque, para o Ministério Público Eleitoral, as manifestações não podem ser analisadas simplesmente como uma discussão política comum. O órgão identificou, em tese, vínculo direto com o processo eleitoral, já que Geremias era apresentado como candidato e uma das manifestações fazia referência expressa ao voto das mulheres.
O Ministério Público afirma que existem elementos suficientes para justificar a abertura de uma investigação criminal. A Promotoria aponta que os fatos poderão, em tese, ser enquadrados nos crimes eleitorais de calúnia, difamação e/ou injúria, previstos no Código Eleitoral, especialmente diante da utilização de redes sociais para divulgação do conteúdo.
A Polícia Federal deverá investigar tecnicamente as publicações atribuídas ao perfil de Mônica Patrícia, identificando datas, conteúdos, URLs e eventuais republicações. A investigada também deverá ser ouvida, com todas as garantias legais, para explicar a autoria das publicações, as fontes das informações divulgadas, o contexto e a finalidade das manifestações.
O episódio reacende um debate importante no cenário político de Wanderley: até onde vai a liberdade de expressão?
Críticas políticas fazem parte da democracia. Questionar candidatos, confrontar propostas e cobrar explicações são direitos legítimos. Mas, quando uma disputa política passa a envolver acusações de crimes e fatos graves, a Justiça pode ser chamada a verificar se houve abuso ou eventual prática criminosa.
É exatamente isso que o inquérito deverá esclarecer. Por enquanto, Mônica Patrícia é investigada, e não condenada.
O caso, entretanto, já representa um sinal de que a disputa eleitoral de 2026 ultrapassou o terreno da simples troca de acusações políticas nas redes sociais e passa a ser tratado formalmente pelas autoridades eleitorais.
Esse é mais um episódio em que Monica Patrícia terá de se explicar perante a Justiça.





