A ex-prefeita de Wanderley, no Oeste da Bahia, Fernanda Sa Teles conhecida como Nandinha hoje pré-candidata a deputada estadual, não conseguiu promover avanços na qualidade de vida da população ao longo de seus oito anos de mandato. Mesmo após a posse do seu sucessor, o quadro de desorganização e dificuldades na gestão pública permanece na cidade.
Wanderley é apontada como uma das cidades com pior estrutura e limpeza da região: lixo acumula em diversos pontos, estradas urbanas e rurais não recebem manutenção e o trânsito funciona de forma desordenada. Fernanda é vista como uma articulista política habilidosa, mas é acusada de conquistar a confiança da população com promessas que raramente saem do papel. Um exemplo é a estrada que liga a região dos Mouras ao Javi: prometida há mais de 30 anos, a obra nunca foi realizada, mesmo durante seu mandato, quando a prefeita contava com apoio do governo estadual. O mesmo aconteceu com a prometida construção de uma piscina olímpica, que também não saiu do papel. Diante da falta de perspectivas, muitos jovens deixam o município em busca de oportunidades e qualificação em outras cidades.
Mesmo aliada ao governador Jerônimo Rodrigues e ao ex-ministro Rui Costa, a cidade não registrou desenvolvimento significativo sob sua gestão. Com pouco mais de 10 mil habitantes, Wanderley ainda convive com lama e poeira na maior parte do ano: muitas ruas seguem sem pavimentação, e as poucas asfaltadas não recebem manutenção adequada. Vias escuras e sem estrutura favorecem a atuação da criminalidade, aumentando a sensação de insegurança. A juventude não dispõe de espaços de lazer ou instalações esportivas apropriadas — não há sequer um campo de futebol em boas condições de uso — e faltam projetos de capacitação para o mercado de trabalho.
Fernanda Sa Teles também responde a diversas denúncias com suspeitas de corrupção e já foi notificada várias vezes pelo Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA). Consta, por exemplo, a compra de mais de um milhão de blocos de construção em um único contrato, firmado no período próximo à eleição, no último ano do seu mandato. Também pesa contra ela a acusação de perseguição política: há relatos de moradores e lideranças que deixaram a cidade alegando questões de segurança. Mesmo diante desse cenário, seu projeto de poder segue adiante.
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